segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Com a palavra, elas, as nossas amadas costureiras!

TRAMALISSA
Um Empreendimento de Costura focada na produção de Uniformes profissionais. A TRAMALISSA se diferencia no mercado por seguir os princípios da Economia Solidária por meio de uma produção e administração autogestionária, democracia Inclusiva e responsabilidade social. Este Empreendimento tem como base administrativa e produtiva 4 sócio-proprietárias.

O surgimento da TRAMALISSA está ligado ao Programa Osasco Solidária da Secretaria de Desenvolvimento Trabalho e Inclusão da Prefeitura da cidade de Osasco/SP.

A Prefeitura desenvolveu por meio do Projeto Educação e Inclusão a Oficina Escola para produzir os uniformes escolares do município e, ao mesmo tempo, capacitar mulheres para serem costureiras, gerando assim renda e inclusão. Na Oficina Escola, formou-se um grupo de quatro mulheres para montar seu próprio negócio. O grupo foi direcionado à Oficina Setorial; espaço estruturado para desenvolver o processo de Incubação (Formação de Empreendimentos). Neste momento, o grupo se transformou em um Empreendimento produtivo e autogestinario, o qual deu origem ao Empreendimento Econômico e Solidário TRAMALISSA que receberá formação e acompanhamento técnico (por dois anos) da Incubadora Pública de Empreendimentos Populares e Solidários de Osasco.

A TRAMALISSA está no mercado para fazer a diferença, como um Empreendimento constituído por mulheres que buscaram renda de forma, autônoma e prazerosa. Esse caminho possibilita questionar a divisão de gênero e raça no trabalho, como estruturante da vida das mulheres, no sentido de construir uma nova participação entre homens e mulheres dentro dos Empreendimentos da Economia Solidária.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Os vídeos mais legais!





A Rê é uma super mamífera, mãe de três pimentinhas incríveis, dona de um monte de blogs lindos (é só clicar nos links!!!) com textos poéticos e relevantes, slingueira de primeira categoria, apaixonada pelas nossas tipóias! (O sling do vídeo é uma das três tipóias Lilith que a Rê tem) A gente já tinha linkado os vídeos dela aqui na LILITH, mas a barra de vídeo ficava dando problema e tivemos que retirar. Uma cliente do Rio recebeu seu sling e deu uma pesquisada no YouTube para ter mais dicas de como usar e me mandou essas sugestões de vídeos para eu colocar no blog! Claro que eu não podia deixar de colocar, aqui né?
Obrigada Vanessa por nos lembrar de recolocar esse vídeo e obrigada Rê, por ter feito o vídeo mais legal sobre o uso de tipóias que existe!!!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Lucia e Raul


Lucia e Raul, slingando numa tipóia Lilith, desde os primeiros dias de vida dele.
A Lucia é fotógrafa e tem um trabalho lindo!
Vale a pena conferir: http://luciabraga.com/
E quem tiver a sorte de estar em Poços de Caldas, Campinas e região, pode dar um pulinho no estúdio dela ou mandar um email.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Slings em Malha

Quando começamos a produzir nossos slings, lá em 2008, desejamos muito fazer uma tipóia em malha. Malha é uma delícia, mães e bebês adoram! São lindas, macias e confortáveis!
Mas, como fazer uma tipóia que vai suportar um peso crescente e constante sem que ela esticasse até o joelho? Complicado, viu?! Experimentamos muitas malhas e combinações, meses de pilotos, testes, algumas trocas até que, finalmente, conseguimos atingir nosso objetivo: uma tipóia totalmente em malha que funciona! Não existe nenhum produto similar no mercado, os pouch slings em malha da Loja Lilith são uma exclusividade nossa! E temos muito orgulho disso!
É um sling que tem uma vida útil um pouco mais curta, pois suporta até 10kg, o que, em média, significa que dura desde o nascimento do bebê até por volta de um ano. Claro que é uma questão de gosto, (como tudo nessa vida, né?) mas eu, que usei muito com o meu bebê desde o seu nascimento, acho que se durasse 6 meses já valeria a pena, de tão deliciosa que é! Nessa fase do comecinho o sling de malha que produzimos fica parecendo um bolsa de canguru, ajudando muito nos três primeiros meses, justamente por ajudar a reproduzir as "referências uterinas" tão importantes para esse período de gestação extra-uterina.


Ligia e Cora de Sampa, curtindo uma praia.

Diana e Catarina, de Campinas.

Rívia e Maruan de Brasília, slingando desde os 15 dias de vida!

Cliente no Bazar de Natal no Lola Bistrot.

(exclusividade da LILITH, rá!)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Joana e Dora


(na balada com Dorinha capotada
foto de Duccio Cipriani Avena)


na praia em Maceió (eu acho!)




no quintal de casa assim que pegou o sling novo!!!


A Jô é minha vizinha a pouco mais de um ano, chegou aqui na rua gravidássa e com um filho da idade do meu mais velho. O marido dela trabalha numa produtora que o meu marido presta serviço, nossos filhos se deram bem logo de cara, viraram amigos no minuto em que se conheceram, tem uma energia parecida. Assim que a Dora nasceu, meu marido comentou que eu fazia slings e a Jô dise que tinha tentado usar com o Antônio (o mais velho) mas não tinha conseguido, ela tinha tentado uns 3 modelos de slings diferentes e não rolou... meu marido disse que eu podia ajudar, ensinar e ela me ligou, combinei de ir lá ensiná-la a usar os slings que ela tinha... Levei um meu, só para ela provar, mas eu não achava que fazia sentido vender um sling para uma mulher que já tinha três, fui decidida a ensiná-la! Chegando lá, demonstrei o uso, coloquei a bebê nos slings disse como era cada um, as características, as peculiaridades... A Jô fazia uma cara de que não tava rolando... finalmente ela me perguntou: "tá, mas e aí? trouxe um dos seus para eu provar?" Eu meio encabulada disse que havia levado um apenas, só para ela conhecer, mas que eu achava mesmo que ela deveria esperar para ver se conseguia se adaptar e tals...
Expliquei o que era a tipóia da LILITH, como vestir e pronto.
Ela colocou a bebê no sling e a Dora simplesmente parou de reclamar, aconchegou-se e voilá!
Joana me disse que não queria nem ver outro que aquele já era dela! E ela usou esse sling atééééééééé, literalmente, dizer chega! Durante um ano, diariamente. E comprou outros de presente para as amigas, até o dia em que deu o próprio sling para uma amiga necessitada... fofa é pouco, né?
E vc acha que ela aguentou ficar muito tempo sem um sling?
... que nada, na mesma semana encomendou um novo e já desfila com ele por aí!!!

atualizado: mensagem recebida no FB depois do post:

"Carol querida, vc eh uma super vizinha! Me salvou daqueles dias de cólicas intermináveis da Dorinha! Sem contar q com o sling pude voltar ao trabalho levando a pequena com 2 meses para a obra, levava ela para as baladinhas, para o super, t...rabalhava no computador e outras mil coisas do nosso dia a dia de mae de dois...fora os passeios e curtições com a família eh claro ;-)
Recomendo o sling pra todas as mães, principalmente p as q n conseguem e n podem ficar paradas!
Beijo grande!"

Jô obrigada!
... é pra isso que a gente trabalha!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Mari e Manu


Mariana é uma amiga querida, irmã de uma grande amiga minha, mãe do fofo do Caetano e agora também mãe da fofa da Manuela, companheira da lista materna_sp, de placenta prévia (que subiu!!!), de emails e trocas e telefonemas de Olinda para SP... mãe porreta, mulher arretada, enfim...
A pouco tempo engravidou do seu segundo bebê e a irmã dela me encomendou um sling para dar de presente, ninguém sabia o sexo do bb, mas havia um sentimento de "menina" no ar... Tarsi (a irmã) escolheu um sling florido, com tons de lilás e roxo... ficamos meio na dúvida se não era melhor mandar um sling mais "neutro" mas Mari fez questão de dizer que era uma mulher moderna e que o sling era para ela e nem que fosse um menino que ela não trocaria o sling nem a pau!!! Ela tinha amado, era a cara dela e pronto!
Quando o Caetano nasceu ela usou muito o sling, mas de outra marca, desta vez usaria um nosso e sempre bate aquele nervosismo quando a mãe já está adaptada à outro sling: "será que ela vai gostar??? será que vai se adaptar??? será que vai curtir???"


(a familinha: Mari, Manu e Caetano)

segue a mensagem recebida junto com as fotos:

"Olha o passeio com a Manu, Carol.
Esse sling é um sucesso absoluto!
Simplesmente lindo.
E já nos adaptamos totalmente a ele.
Estou amando o sling.
Amando mesmo.
Manu fica super bem nele, desde seu segundo dia.
Já me adaptei totalmente.
Coloco ela com rapidez e facilidade, e dá para ver que ela fica super confortável, esteja dormindo ou acordada.

Beijos,
Mari"

Quer melhor feedback do que esse?
Delícia, né?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Mulheres são múltiplas mesmo!


Licia Ronzulli, an Italian member of the European Parliament, brought her baby to a voting session in Strasbourg, France.
Porque a gente vira mãe, mas a vida segue!
E o sling salva!!!
(Foto de Vincent Kessler/Reuters)

domingo, 1 de agosto de 2010

pinturas e ilustrações



(essa pintura é do Giotto)




as imagens de carregadores antigos me hipnotizam!

sempre... desde antes de produzir os nossos, antes de imaginar qu ainda hoje era possível (e lindo) carregar meu próprio filho dessa forma.
quanto aos créditos, sorry... dessas coisas que a gnt salva correndo navengando sem rumo na net e depois não consegue registrar...

quarta-feira, 31 de março de 2010

Sling imita o colo...

Um fato importante no que diz respeito aos slings é sempre lembrar que devemos carregar os bebes da mesma forma que faríamos se eles estivessem em nossos braços. O sling serve para facilitar a vida dos pais e cuidadores mas não podemos esquecer que a posição dos bebês deve ser como aquelas que os levamos sem o auxílio dos carregadores...
Os bebês devem estar bem aconchegados, com o rosto voltado para que o carrega e com a coluna bem apoiada... quanto mais novo, mais apoio (do cóccix até o pescoço - como diria Elza Soares!) neste caso até as orelhas.
Por essa e por outras é que devemos saber que um sling é um carregador de tecido DESESTRUTURADO, pois a maleabilidade do tecido é que garante que a coluna esteja bem apoiada em toda a sua extenção, independente do tamanho e peso deste bebê.

Nessa imagem, vemos uma mulher carregando um bb num tecido que respira (por isso é translúcido) e podemos ver que o bb está num posição bem confortável, exatemente como ele estaria se estivesse nos braços dessa mulher, mas ela tem as mãos livres para, inclusive, atender a maiorzinha que está na barra da sua saia!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

capulanas


em homenagem as nossas capulanas que chegaram e são lindas! vcs vão ver!
o que eu mais gosto dessa imagem é que ela é contemporânea, pelas roupas e estilo de mãe e filha a gente vê que esta é uma prática ainda muto utilizada por mães modernas, da cidade, não apenas de tribos ou sociedades distantes...
Aliás e cada vez mais comum ver os bebês sendo carregados em panos.
E eu fico aqui acreditando no dia em que o parto normal vai voltar a ser normal, que amamentar volte a ser um ato natural e carregar os bebês seja tão comum que os carrinhos parecerão coisas bizarras e de outro mundo!

sábado, 19 de setembro de 2009

Bazar de Primavera

Vai ser no próximo domingo, numa casa deliciosa, com muitas plantas e flores lindas, quintal para a criançada correr e se divertir, bosque de árvores frutíferas, mulheres especiais e seus produtos incríveis, bebês, crianças, peitos, barrigas, famílias, amor, muito amor!
Clica lá na LILITH que tá tudo bem explicadinho!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Pais

Por aqui comemoramos o dia dos pais em agosto, por conta disso vamos dar uma tipóia lilith súper especial para os pais que participarem da promoção no blog das mamíferas! Temos paixão por imagens de bebês sendo carregados, então, quem tiver fotos dos papais com bebês no sling, mande para nós que a gente adoooooora!




domingo, 19 de julho de 2009

Kirikú e a Feiticeira

Meu marido sempre me dizia que tínhamos que assistir a um desenho francês chamado KIRIKÚ que ele adorava, e que o personagem, o pequeno Kirikú lembrava muito o nosso filho Chico correndo. Realmente, o personagem é um bebê que não para, e o nosso Chico também...
Pessoal, o filme é incrível! Me emocionei em ver a cena do parto natural em que o pequeno Kirikú nasce sozinho e por decisão!
do seu banho no balde... E claro, das africanas estarem SEMPRE com seus bebês nas costas, enrolados nas suas KANGAS e KITANGAS...
Fica aí uma dica de filme para crianças e adultos que conta uma história linda, além de ter imagens belíssimas. Se interessar, dêem uma olhada no site oficial e no trailer

Obs: O filme Kirikú e os animais selvagens (que saiu depois) não vale nada a pena... aluguem KIRIKÚ E A FEITICEIRA

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Bonito é vestir estampas!

É sabido que as africanas adoram cor e estamparia nos seus tecidos, mas esta imagem incrível, que é uma explosão de cor (como mostra a estampa na kanga!), me fez pensar o quanto a roupa expressa como vibra nossa alma...

Viva a África!

Nós adoramos estampas, inclusive fizemos algumas peças com temas Afro...confiram!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

presente

recebí esta imagem de presente!
Mari, uma amiga querida, mãe-materna-mamífera do Caetaninho - um bebê fofo, com olhos de jaboticaba!
mari está morando em ólinda e escaneou esta foto da capa de um livro sobre crianças indígenas.
obrigada pelo presente mari!

ps: o relato de parto dela é incrível, emocionante e verdadeiro, vale a pena ver como é possível ter força e coragem para ouvir o seu coração e protagonizar sua própria história!

domingo, 14 de junho de 2009

Mulher "Akha"

O carregador é bem simples, tipo kepina
que nada mais é do que um lenço de tecido quadrado
dobrado ao meio, formando um triângulo...
Amarra-se as pontas e "voilá", está pronto!
A kepina pode ser simples, mas este adorno de cabeça
é uma coisa incrível, né?

quarta-feira, 27 de maio de 2009

tótem


A imagem desta mãe carregando seu bebê parece um tótem...
vamos adorá-lo ?!
as formas, as cores... tão bonito, né?
A maioria das imagens que tenho "pescado" na rede,
quando se trata do babywearing africano,
as crianças estão sendo levadas nas costas
interessante, né? será que é um padrão?

sábado, 2 de maio de 2009

"Tipoiando"


Pai e filho, de uma tribo daqui do Brasil, utilizando sua tipóia, da forma que lhe veio à cabeça.
Será que algum de vocês já tenha pensado em carregar seu bebê assim?
Isso é o que chamamos de criar novas formas de cuidarmos uns dos outros, de inventar, de não eseguir modelos e regras préestabelecidas.
Lindo, né?!

domingo, 19 de abril de 2009

mais gente carregando gente


Guatemala.
Você sabia que lá, as diferentes tribos são identificadas pelo tipo de tecido, padronagens e cores que usam?
Carregam seus bebês junto ao corpo, amarrados com lindos lenços.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

carregando gente


tipóia
ti.pói.a substantivo feminino (tupi typóia)
1 Lenço ou tira de pano, presa ao pescoço, para sustentação. 2 Rede de dormir ou de condução. 3 Rede de dormir, estreita, pequena. 4 Espécie de liteira entre alguns povos africanos. 5 (pop) Carruagem puxada por um cavalo.
liteira
li.tei.ra substantivo feminino (lat lectuaria)
Veículo que consiste em uma espécie de cadeira fechada, suspensa por dois varais, carregada por homens ou atrelada a animais.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

tipóia

No brasil, assim como em diversas sociedades tradicionais,
é muito comum carregar seu bebê junto ao corpo.
Aqui os carregadores de bebê se chamam tipóias
que em inglês é sling, como acabou conhecido por aqui
esse tipo de carregador.
Nós chamamos assim, pois o modelo que produzimos segue essa lógica:
uma grande tira de tecido que vc veste junto com o seu bebê!
Tem coisa mais linda do que vestir seu próprio filho?
Essas são nossas tipóias!
Recheadas com o maior amor do mundo...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Eliza Freire

Eliza Freire é uma artista incrível!
além de delicadas aquarelas, ela pinta, borda, costura, esculpe, escreve...
tudo que ela faz é lindo, feminino, denso e original!
pedimos que ela ilustrasse as posições para carregar o bebê com as nossas tipóias (ou pouch slings) e ela está fazendo esse trabalho maravilhoso!
não resistí e resolví dar esse "furo de reportagem"!!!
...depois vamos produzir um informativo com essas imagens e um texto explicando cada uma das posições!
mais uma vez, sincronicidade...
como é bom estar com gente que faz tão bem o seu ofício!

se quiser conhecer um pouco mais do belo trabalho que ela faz (acompanhado de belos textos)
http://flickr.com/photos/eliza_freire/

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Por que promover o uso do sling?

Por que promover o uso do sling?

Existem muitos argumentos a respeito dos benefícios trazidos pelo uso do sling. Citaremos abaixo alguns deles, além de estudos científicos que comprovam esses benefícios proporcionados pelo uso de carregadores de bebês.

Menos choro
Bebês que são carregados no sling choram menos que bebês que não são carregados. Bebês carregados no sling choram uma média de 43% menos que bebês não carregados, e 54% menos durante a noite, segundo o estudo dos pesquisadores Hunziker & Barr (1986).

Mais sono
O balanço, a temperatura, o ritmo do coração e do movimento e a proximidade facilitam o sono e a extensão do sono do bebê, ao reproduzir as condições do útero.

Melhor desenvolvimento do bebê

Alguns estudos realizados revelam que os bebês se desenvolvem mais rapidamente quando carregados. A mãe ou cuidador responde de maneira mais rápida e eficaz às necessidades do bebê. Estar junto a alguém também traz segurança para o bebê, estabelece um vínculo de confiança entre o adulto e o bebê e pode ajudá-lo a tornar-se independente mais cedo, como afirma o estudo realizado pelos pesquisadores Anisfeld et alii (1990).

Por estarem próximos ao corpo do adulto, além de se sentirem mais seguros, os bebês acompanham o ritmo do adulto que o carrega, facilitando a adaptação fora do útero. Isto tem sido especialmente importante no cuidado com bebês prematuros, no cuidado dos quais se utiliza o “método canguru”, em que a mãe do prematuro permanece com seu bebê junto a seu corpo, reproduzindo o ambiente uterino, como explicita o artigo de Ludington-Hoe & Swinth (1996).

O ambiente uterino automaticamente regula o sistema do bebê e o nascimento provoca uma interrupção nesta auto-regulação. O sling ajuda a recriar estas condições fora do útero estendendo esta experiência por mais tempo. Por exemplo, com o caminhar, o som das batidas do coração e da respiração e a temperatura o bebê está sob os mesmos ritmos que o acompanharam na vida intra-uterina. Isto não só traz segurança para o bebê como o “organiza” e o acalma, facilitando até o estabelecimento de rotinas fisiológicas, como sono e amamentação, e ajuda a estabelecer rotinas comuns entre os cuidadores e os bebê.

Bebês que permanecem muito tempo afastados da mãe ou cuidador precisam muitas vezes se “auto-acalmar”, o que pode provocar comportamentos de choro, cólicas, movimentos de se “auto-embalar”, chupar dedo, respirar e dormir irregularmente, entre outros. Bebês que estabelecem estes comportamentos passam mais tempo se acalmando e têm mais dificuldade de se desenvolver e relacionar-se.

Bebês carregados permanecem mais tempo em silêncio e em estado de alerta, e observam o mundo sob uma ótica diferente do lugar de quem o carrega, e não o teto como quando estão no berço, ou os joelhos das pessoas de dentro do carrinho. Por chorarem e reclamarem menos, passam mais tempo aptos a interagirem melhor com o ambiente e com outras pessoas. O sling permite este contato com outras pessoas ao sentirem-se seguras junto ao adulto. Portanto, utilizar o sling é propiciar um excelente ambiente de estimulação para o bebê.

Um bebê carregado participa ativamente da vida ao seu redor, favorecendo a socialização e o pertencimento deste bebê à vida da família, e ao mundo que o rodeia. O ato de carregar estabelece uma parceria implícita entre a criança e seu carregador. A criança ao participar do cotidiano do cuidador, aprende a reconhecer a disposição e os limites que este vive, favorecendo a empatia e a compreensão.

Previne e auxilia na depressão pós-parto
Estar próximo ao bebê pode também previnir ou ajudar casos de depressão pós-parto, facilitando o vínculo entre a mãe e o bebê, como mostra o estudo feito pelos pesquisadores Pelaez-Nogueras et alii (1996).

Traz benefícios físicos para a mãe e para o bebê

Bebês e crianças solicitam colo. O uso do sling permite que isto aconteça com maior conforto para o cuidador. O formato do sling acomoda a coluna do bebê de maneira mais apropriada que o carrinho ou o berço, além de provocar menos dor na coluna do cuidador ao carregá-lo.

O sling é um facilitador

Em São Paulo, é comum ver mães carregarem seus bebês no colo, utilizarem o transporte público, e realizarem tarefas junto a seus bebês. O sling facilita a realização de tarefas, domésticas ou não, já que libera os braços do adulto, auxilia a locomoção e permite estar junto do bebê sempre que este necessitar.
É sabido que as calçadas não são apropriadas para o uso de carrinhos, e o sling ajuda a mãe no transporte do bebê, além de ser superprático. O sling também permite que a mãe cuide dos outros irmãos. Carregando o bebê, a mãe fica livre para dar atenção às outras crianças.

O sling é uma solução que pode ser feita por qualquer um. Basta ter um pano e você já pode ter um sling.

O sling é chique!
O sling pode ser feito de diversas maneiras e com diferentes materiais, portanto, pode se tornar algo muito criativo e versátil.

O bebê pode ser de todos

O uso do sling permite que não só a mãe seja responsável pelo bebê, mas que o pai, irmãos ou qualquer outra pessoa possa dividir esta tarefa e se responsabilizar pelo bebê também. Neste sentido, o sling promove uma maior democracia familiar!

Favorece a amamentação
Amamentar é essencial para garantir a saúde do bebê. O fato de carregar seu bebê cria condições favoráveis para a sustentação da amamentação, pois o sling permite que a mulher articule melhor suas obrigações, e portanto possa realizar a exigente tarefa de amamentar. A proximidade entre mãe e bebê favorece também a opção de amamentar, pois o bebê têm fácil acesso ao seio. Os bebês são alimentados/se alimentam com mais freqüência por passarem mais tempo com a mãe, diminuindo a possibilidade de bebês com baixo ganho de peso. Algumas mulheres inclusive amamentam no próprio sling. Para alguns bebês, amamentar em movimento os relaxa e auxilia na sucção adequada.

Tem muitas utilidades
O sling pode transformar-se em diversos outros objetos como travesseiro, cobertor, trocador e o que sua imaginação criar!

Referências:
Hunziker, U. A. and Barr, R, G. (1986). Increased carrying reduces infant crying: a randomized controlled trial. Pediatrics, 77, 641-8.
Anisfeld, E., Casper, V., Nozyce, M. and Cunningham, N. (1990). Does infant carrying promote attachment? An experimental study of the effects of increased physical contact on the development of attachment. Child Development, 61, 1617-1627.
Ludington-Hoe SM, Swinth JY. (1996). Developmental aspects of kangaroo care. Journal of Obstetric, Gynecologic, and Neonatal Nursing, 25, 691-703.
Pelaez-Nogueras M, Field TM, Hossain Z, Pickens J. (1996). Depressed mothers' touching increases infants' positive affect and attention in still-face interactions. Child Development, 67, 1780-92.

O que é o sling? O que ele proporciona?

O que é o sling? O que ele proporciona?

Sling, em inglês, quer dizer tipóia. Hoje, é um termo genérico utilizado para nomear vários tipos de carregadores de bebê/criança, feitos de pano ou palha. Este pedaço de pano ou palha deve unir o bebê ou criança ao corpo de seu cuidador. Existem diversas maneiras de carregar bebês/crianças, inventadas por diferentes culturas ao longo da história da humanidade, como por exemplo o mei tai na China, ou o podaegi na Coréia.

O uso do sling traz consigo um novo paradigma de cuidado. Seu uso privilegia a proximidade e o contato, portanto, o estabelecimento de um tipo de relação que a sociedade ocidental tecnicista não costuma valorizar. A proximidade favorece a criação de laços afetivos, e permite uma compreensão íntima e um cuidado que respeita as sutilezas do outro. Isto é imprescindível, principalmente no começo da vida de uma pessoa, quando ela depende totalmente deste cuidado para viver.

Os carregadores também favorecem a reintegração de bebês e suas mães à vida cotidiana. Por muito tempo, cuidar de bebê era sinônimo de reclusão, e para muita gente ainda hoje é assim. Carregar o bebê permite que esta convivência possa ser mais harmoniosa.

A simplicidade e a praticidade dos slings revelam que é preciso de poucos “instrumentos” para se cuidar, e que a proximidade e a presença afetuosa são os elementos mais fundamentais para o desenrolar da vida.

Se pararmos para observar, os aparatos de primeira infância produzidos em nossa sociedade são os mesmos que os utilizados por enfermos, e substituem o contato próximo das crianças com as outras pessoas, o mundo e consigo mesmas. Exemplos comuns são o andador, o carrinho, a mamadeira e a chupeta, que se tornaram “indispensáveis” no cuidado de bebês. Assim, promover o uso de sling é também um meio de se refletir a respeito do modo como se dão as relações na sociedade atual.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

poesia

Como é bom poder costurar a vida com poesia. Este poema do João Cabral fala sobre a energia do nosso projeto, daquilo que profudamente acreditamos e buscamos realizar aqui na Lilith.

É que com força e carinho que lançamos este grito a vocês, para tecer um(a) manhã de toldo-luz a todos nós!

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Tecer a manhã

Um galo sozinho não tece uma manhã
Ele precisará sempre de outros galos
De um que apanhe esse grito que ele
E o lance a outro; de um outro galo
Que apanhe o grito que um galo antes
E o lance a outro; e de outros galos
Que com muitos galos se cruzem
Os fios de sol de seus gritos de galo,
Para que a manhã, desde uma teia tênue,
Se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,
Se erguendo tenda, onde entrem todos,
Se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
Que, tecido, se eleva por si: luz balão.

João Cabral de Melo Neto

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Sincronicidade

Sincronicidade: Que se realiza ao mesmo tempo.

Palavrinha bastante usada pelo bom e velho psicanalista Jung, mas seu significado é bem conhecido por todos nós, naqueles momentos especiais quando as coisas se encontram, fluem juntas e não sabemos muito explicar como e porque.

Foi exatamente isto que vivemos hoje, no nosso primeiro encontro junto com as (lindas!) costureiras da cooperativa de Osasco. Cinco mulheres batalhadoras que iniciam uma jornada profissional juntas, lado a lado, confiantes que serem donas do próprio nariz e buscar estabelecer relações profissionais com outros de maneira justa e própria, é o melhor caminho de ganharem seu sustento, além de estarem protagonizando uma nova forma de comércio digno, ou melhor, de relação digna entre os homens. Estão todas no começo de seu caminhar coletivo, estão nascendo, como nós!!! Nem nome ainda escolheram para este filho que começa a dar seus primeiros passos...

Foi um encontro cheio de energia boa, daquela energia que todo começo bem vindo tem quando se deseja fazer crescer algo que fez sentido a todos ali. Deste lado nós, encantadas com estas mulheres cheias de vida e iniciativa, com olhar atento de quem conhece bem seu ofício, e do outro lado elas, com o entusiasmo de realizarem algo novo e que o sentido da relevância dos produtos foi compreendido e compartilhado, já que a maioria são mães e profissionais ativas. Saímos de lá com um aperto de mão (abraços e beijos!) e um grande sorriso de alegria.

Agora somos sete mulheres, um pequeno coletivo feminino com um projeto em comum de levar adiante uma idéia que todas nós acreditamos e queremos difundir. Um grupo de sete mulheres que sentadas em círculo, com linha e agulha na mão costuram uma história juntas, uma história essencialmente do feminino, que desde o começo dos tempos, é uma história da mulher.

Nos realizamos ao mesmo tempo = sincronicidade.
Obrigada Isabel, Amélia, Silvana, Simone e Leuda.

domingo, 30 de novembro de 2008

comércio justo

(Retirado da wikipédia)
Comércio justo é um dos pilares da sustentabilidade econômica e ecológica (ou econológica, como vem sendo chamada). Trata-se de um movimento social e uma modalidade de comércio internacional que busca o estabelecimento de preços justos, bem como de padrões sociais e ambientais equilibrados, nas cadeias produtivas. Alguns países têm consumidores preocupados com a sustentabilidade e que optam por comprar produtos vendidos através do comércio justo. Esta opção ética tem permitido aos pequenos produtores de países tropicais viver de forma digna ao fazeram a opção pela agroecologia, como agricultura orgânica. O comércio justo é definido pela News! (a rede européia de lojas de comércio justo) como "uma parceria entre produtores e consumidores que trabalham para ultrapassar as dificuldades enfrentadas pelos primeiros, para aumentar seu acesso ao mercado e para promover o processo de desenvolvimento sustentável. O comércio justo procura criar os meios e oportunidades para melhorar as condições de vida e de trabalho dos produtores, especialmente os pequenos produtores desfavorecidos. Sua missão é promover a eqüidade social, a proteção do ambiente e a segurança econômica através do comércio e da promoção de campanhas de conscientização".